Esta semana o futebol trouxe-nos mais do que um jogo. Trouxe-nos um espelho, o espelho do preconceito invisível que ainda se vive em 2026.
Um jogador questionou publicamente a competência de uma árbitra mulher após uma derrota e não só a questionou, como questionou a sua capacidade de liderança para arbitrar um jogo. A crítica não foi apenas técnica, foi de igual forma identitária.
E é aqui que o jogo deixa de ser desporto e passa a ser comportamento humano.
A pergunta não é sobre futebol. É sobre liderança. É sobre poder. É sobre mentalidade e preconceito.
Segundo a McKinsey, empresas com maior diversidade de género na liderança têm 25% mais probabilidade de apresentar desempenho financeiro acima da média do setor.
Um estudo da Harvard Business Review mostra que mulheres líderes tendem a obter avaliações mais altas em competências como:
• tomada de decisão ética
• colaboração
• gestão de equipa
• inteligência emocional
E mesmo assim, segundo o World Economic Forum, ao ritmo atual ainda serão necessários mais de 100 anos para atingir plena paridade de género global.
Se os resultados são visíveis a todos, se a competência está comprovada, porque é que o desconforto continua a persistir?
🧠 O que a PNL explica sobre isto
Não é sobre capacidade. É sobre crenças enraizadas, mentalidade e comportamento.
A Programação Neurolinguística ensina-nos que:
• As pessoas não reagem aos factos, reagem à interpretação que fazem desses mesmos factos
Se alguém perde um jogo, pode culpar a estratégia, ou pode procurar um alvo externo que proteja o ego.
E quando esse alvo representa mudança de paradigma, o desconforto aumenta.
Não é o apito que incomoda. É o que ele simboliza.
Quando eu trabalhava no banco, disseram-me claramente: “Diretora comercial? Não., isso não é para si. Diretora de agência é o máximo que pode alcançar.”
Não foi dito com agressividade, foi dito com arrogância, ironia e convicção de quem tinha o poder de decidir a minha progressão de carreira e se eu podia ou não podia ascender na minha carreira. Foi com base em convicções invisíveis.
Naquele momento percebi que não era uma questão de competência, era uma questão de encaixe num modelo mental pré-definido.
Foi nesse momento que decidi sair da área comercial, não por revolta, mas por consciência.
Quando alguém limita o teu crescimento com base numa narrativa antiga, o problema não és tu, mas sim, os outros. Quando a mentalidade não evolui, tudo à volta não evolui.
O poder feminino ameaça?
Quando uma mulher ocupa um lugar de autoridade, algumas estruturas internas são ativadas:
• comparação
• ego
• necessidade de validação
• ameaça ao status
Não acontece sempre, mas acontece.
E acontece porque durante décadas associámos liderança a dominância e não a competência.
A pergunta não é se uma mulher tira protagonismo a um homem. A pergunta é:
Será que ainda confundimos poder com controlo?
Porque liderança não é sobre retirar espaço a alguém.
É sobre ampliar o jogo.
O que é que isto se relaciona com o mercado?
Tudo.
Empresas dizem que querem inovação, mas inovação exige desconforto. Exige quebrar padrões mentais e exige aceitar que autoridade pode ter múltiplas formas.
Se a mentalidade não evolui, a organização também não evolui.
E aqui está a parte mais importante, isto não é sobre homens contra mulheres, é sobre maturidade emocional.
É sobre líderes capazes de:
• assumir responsabilidade
• lidar com frustração
• separar ego de desempenho
• avaliar competência sem filtros invisíveis
🎯 Quando uma mulher apita e alguém perde o controlo, talvez o apito não seja o problema.
Talvez o que esteja em jogo seja algo muito mais profundo tais como, crenças.
E enquanto não trabalharmos as crenças que moldam comportamento, vamos continuar a discutir superfície.
Eu não acredito em discursos vazios sobre igualdade.
Acredito em competência.
Acredito em mentalidade.
Acredito em mudança real.
E acredito que o verdadeiro jogo acontece dentro de nós.
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Adriana Carneiro


