Com base nos estudos que faço diariamente bem como, no acompanhamento que faço em gestão de equipas seja em mentorias, seja em formação, existem denominadores comuns que afetam o dia a dia de uma empresa.

Existe muita confusão emocional, mental, de comunicação e de estratégia.

Muitas empresas continuam a tentar resolver problemas humanos com mais reuniões, mais pressão e mais controlo e o maior desafio está no estado emocional em que as pessoas trabalham todos os dias.

Segundo a Gallup, apenas cerca de 23% dos colaboradores no mundo sentem verdadeiro envolvimento emocional com o trabalho. O restante funciona em piloto automático, em sobrevivência ou em desgaste escondido no silêncio. E isso custa milhares às organizações em produtividade, retenção e inovação.

Acredito que existe muita pouca paciência na forma como se faz a gestão das pessoas, pois existe muito investimento em processos, que têm que ser aprendidos rapidamente, mas o investimento é pouco em consciência humana, e essa, demora muito mais tempo do que aprender competências técnicas..

Antes de delegar, é preciso instruir, treinar, acompanhar e só depois delegar e mesmo quando se chega ao delegar, é necessário aceitar que ainda podem existir situações a limar e que cada pessoa é cada pessoa e nunca fará como o fazemos.

Na verdade, é ter paciência para o processo de integração, desenvolvimento, evolução e execução.

Existe muito controle e pouca clareza, com exigência de resultados imediatos em vez de se apostar primeiro no alinhamento interno, que mais uma vez, exige a tal paciência.

O que verifico depois, as equipas sentem-se perdidas, humilhadas, não ouvidas o que leva a conflitos constantes porque nunca se assume responsabilidade de nada.

Pessoas que sentem que não lhes é dado o beneficio da dúvida para crescer, que não se sentem importantes, reconhecidas ou ouvidas e desistem de provar seja o que for.

Porque pessoas emocionalmente cansadas não sustentam crescimento durante muito tempo.

Nada disto é motivacional, é sim, neurocomportamental.

Uma pessoa em estado constante de stress, medo, pressão ou insegurança altera completamente:

* a comunicação

* a tomada de decisão

* a criatividade

* a escuta

* a capacidade de liderança

* e até a produtividade cognitiva

O cérebro entra em modo defesa e quando uma equipa inteira entra nesse modo… a empresa continua aberta, mas deixa de crescer verdadeiramente.

No último ano tenho trabalhado com líderes, equipas, empreendedores e profissionais de várias áreas.

E há um padrão que se repete.

Não falta é conhecimento, é falta de clareza, de gestão emocional, de identidade, de comunicação consciente e de alinhamento entre o que se pensa e o que se executa.

A Mudança não é um caminho fácil, exige reais mudanças de mentalidade, comportamento, consciência e treino, será que é para todos? Infelizmente não, não é para todos.

Numa empresa que acompanhei no Norte, a empresa perdeu verdadeiros talentos, não foi pelo salário, foi por falta de paciência, bom senso no trato com as suas pessoas e o de considerar que quem mandava era o responsável e pouco se conseguia implementar.

Foi muito duro para mim mas a verdade é que não se pode mudar quem não quer mudar e recusasse a analisar que parte de cima e não só dos colaboradores ativar a mudança.

Eu amo o que faço, pois sei que funciona quando a auto liderança é assumida, mas não posso querer mais do que as pessoas querem.

Dou os parabéns aos líderes que já apostam e pagam o preço pela mudança, pela paciência e que apostam nas suas pessoas, mas ainda existe muito a fazer e muito a mudar, alterar e a implementar.

Há líderes extremamente competentes tecnicamente… mas completamente desconectados da forma como impactam emocionalmente as equipas.

E há pessoas brilhantes que vivem presas em “sabotadores invisíveis” que nem sabem que os tem e que nem sabem que quem está a controlar a sua vida é a sua mente e não o contrário.

A Mudança começa, não na motivação de um dia, mas no treino e acompanhamento do pensamento, na gestão de estados emocionais, na confiança, na comunicação, no comportamento e na consciência.

Porque autoliderança não é uma frase bonita para LinkedIn.

É a capacidade de continuar lúcido quando o caos aparece e talvez seja esta, uma das maiores crises silenciosas do mercado atual.

Temos empresas cheias de ferramentas e pessoas vazias de direção.

Temos equipas conectadas digitalmente mas completamente desconectadas emocionalmente.

Temos líderes que sabem gerir métricas mas não sabem gerir estados.

E sem gestão de estado, não existe liderança sustentável.

É precisamente por isso que continuo a defender algo que para mim é inegociável:

A mudança não acontece quando a pessoa “ganha vontade”.

Acontece quando aprende a funcionar de forma diferente.

E isso treina-se.

Nos dias 26, 27 e 28 de junho vou voltar a abrir o Treino Intensivo M.U.D.A.N.Ç.A.® | Da Consciência ao Resultado.

Três dias profundamente práticos.

Sem motivação vazia, sem “teatro” emocional e sem fórmulas milagrosas.

Com ferramentas reais de comunicação, consciência, comportamento, liderança e gestão emocional aplicadas à vida e às organizações.

Porque o mercado não precisa de mais pessoas ocupadas, precisa de pessoas alinhadas.

Se fizer sentido para ti, inscreve-te https://www.app.fazatuamudanca.com/pnl

👉 A tua vida… a tua liderança… ou a tua empresa… estão realmente a crescer?

Ou apenas aprenderam a sobreviver melhor?

Adriana Carneiro

www.fazatuamudanca.com