Está tudo bem. A frase mais dita nas reuniões e a mais penalizadora.

Está tudo bem. A frase mais dita nas reuniões e a mais penalizadora.

“Está tudo bem?”

“Está, está tudo bem.”

Esta resposta, acontece vezes sem conta no dia a dia das nas nossas empresas portuguesas. Num corredor, no início de uma reunião ou no fim de uma chamada.

E muitas vezes é mentira. Nem sempre é de propósito, mas não corresponde à realidade.

Rachar em silêncio

Há um termo novo no mercado: Quiet Cracking.

Não é burnout, nem é despedir-se por dentro. É mais silencioso do que isso, a pessoa continua lá, cumpre, sorri, responde  “está tudo bem”, e vai rachando por dentro.

Num estudo da TalentLMS a 1000 trabalhadores nos Estados Unidos, 54% disseram viver isto no seu dia a dia e um em cada cinco vive-o com frequência ou de forma constante.

E em Portugal? Um estudo do Laboratório Português dos Ambientes de Trabalho Saudáveis concluiu que quase 8 em cada 10 trabalhadores têm pelo menos um sintoma de burnout. Mais de seis em cada dez têm três ou mais.

Quando os investigadores procuraram onde está o risco, a liderança apareceu entre as três dimensões mais críticas.

O líder também racha

Falamos muito das equipas que estão em baixo, mas falamos pouco de quem as lidera.

O líder que diz “está tudo bem” porque acredita que não pode dizer outra coisa.

O líder que veste todos os dias a armadura de quem tem tudo sob controlo e que por dentro está a desmoronar.

Eu sei como é, porque vesti essa armadura durante anos.

Enquanto o meu marido lutava contra o cancro e os meus filhos precisavam de mim, eu saía do hospital à meia-noite, dormia quatro horas e às seis já estava acordada para ir liderar a agência que geria como se nada se passasse.

Por fora, a CEO competente. Por dentro, a desmoronar.

Sabes o que aprendi? Que a equipa não vê o que escondemos, mas sente e copia de forma inconsciente e muitas vezes sem saber, como é que o faz.

Uma equipa liderada por alguém que nunca diz a verdade sobre como está, aprende uma regra que ninguém escreveu, aqui, não se diz.

O manual da mente

Porque é que vestimos a armadura?

Porque, para o cérebro, mostrar fragilidade parece um risco e perante o risco ele faz o que sabe fazer, proteger-se, esconder-se e aguentar.

A verdade é que estas situações duram anos e durante muito tempo até funcionam com grande desgaste, mas proteger-se não é o mesmo que liderar. A armadura que te protege é a mesma que te afasta das pessoas que lideras.

A minha liderança só mudou quando decidi ser eu, com verdade. Não foi fraqueza.

Foi a primeira vez que a equipa percebeu quem estava à frente dela.

Tirar a armadura não é desabafar

Não é chorar na reunião de segunda-feira. É liderar com verdade, de forma consciente:

 

  1. Clareza. Perceber o que está realmente a acontecer, contigo e na equipa, antes de dizer “está tudo bem”.
  2. Identidade. Deixar de confundir ser forte com nunca falhar.
  3. Comunicação. Trocar o “está tudo bem?” por uma pergunta a que as pessoas consigam responder com verdade: “O que é que está a pesar mais esta semana?”
  4. Plano de ação. Uma conversa verdadeira por semana. Pequena, marcada, repetida.

 

É o Método M®, o método que não tira o peso da liderança, tira o peso de fingir.

Se “está tudo bem” já não te convence

Trabalho com líderes e equipas exatamente neste ponto, onde o silêncio está a custar resultados, pessoas e saúde. Em mentoria, em formação e em palestras dentro das empresas.

Se lideras uma equipa e suspeitas que “está tudo bem” não é a verdade, envia-me uma mensagem privada com a palavra VERDADE. Respondo-te pessoalmente.

E deixo-te uma pergunta nos comentários:

Quando foi a última vez que respondeste “está tudo bem” sem ser verdade?

Adriana Carneiro, Faz a Tua Mudança®

www.fazatuamudanca.com

 

Fontes:

TalentLMS (2025). Quiet Cracking: A Hidden Workplace Crisis. Inquérito a 1000 trabalhadores nos EUA.

Laboratório Português dos Ambientes de Trabalho Saudáveis (LABPATS). Estudo com cerca de 2000 trabalhadores portugueses.

Não queiras fazer tudo ao mesmo tempo, é um erro que só te vai desgastar a ti. Relaxa, vai à beira mar, analisa em consciência e avlia qual destes pontos  precisa mais da tua atenção à data e começa por esse com calma, mas com uma  decisão.

E eu quero ajudar-te nessa jornada, marca a tua sessão, a tua reunião e juntos, marcaremos a diferença na tua tomada de decisão.

𝑭𝒂𝒛 𝒂 𝒕𝒖𝒂 𝒎𝒖𝒅𝒂𝒏ç𝒂! Alcança a tua melhor versão
𝐀𝐝𝐫𝐢𝐚𝐧𝐚 𝐂𝐚𝐫𝐧𝐞𝐢𝐫𝐨