Estou a trabalhar com empresas, em que uma vez por semana existe treinamento, teórico-prático para a equipa, comunicação, gestão de pessoas, auto liderança, conhecimento de si mesmo e afins bem como, mentoria individual ao líder e aos colaboradores.
O que constato é que existe uma pergunta que quase nenhum líder faz no “corre corre do dia a dia”, estamos realmente a construir resultados… ou apenas a reagir à pressão para os obter?
Verifica-se que hoje em dia, existe uma contradição dentro das empresas que nem sempre é visível, nunca se exigiu tanto, nunca se mediu tanto, nunca se falou tanto de performance e ainda assim…os resultados continuam instáveis, inconsistentes e dependentes de esforço constante.
Reforço, que não é falta de talento e muitas vezes também não é falta de estratégia, é a ânsia por resultados rápidos… sem construção de base.
O problema não é a ambição. É a forma como se executa
Querer crescer é saudável, querer ter mais é legítimo, mas quando tudo é urgente, tudo é imediato e tudo é prioridade e deixa de haver espaço para o essencial.
Clareza, comunicação, alinhamento e consistência nas equipas.
E é aqui que muitas empresas começam a falhar, mesmo quando parecem estar a fazer tudo certo.
Houve uma fase da minha vida profissional em que eu estava exatamente neste ciclo.
Tinha objetivos, tinha equipa, tinha pressão e acreditava que existia direção.
A verdade, é que não existia, nem clareza nem direção, pois era algo que não me pertencia e que embora lutasse dia a dia para fazer acontecer, nem tudo dependia de mim e não tinha as ferramentas necessárias para o entender..
À superfície, parecia crescimento, mas era desalinhamento, falta de consistência, erros repetidos, cansaço em mim e na equipa e resultados que até subiam em algumas circunstância… mas não se mantinham.
Eu não estava a construir comportamento, estava a pressionar resultado e isso nunca é sustentável.
A responsabilidade foi só minha? Não, havia também colaterais que criavam a falta de alinhamento porque eu remava para um lado e a equipa remava para o outro e nem sempre da forma mais leal e correta. Tudo faz parte do processo de crescimento e aprendizagem.
Fazemos o melhor que podemos com os recursos e ferramentas que temos e com as circunstâncias do momento, mas acarreta prejuízos elevados a nível pessoal e financeiro.
Hoje, apenas 20% dos colaboradores a nível global sentem-se verdadeiramente envolvidos com o seu trabalho e na Europa esse número desce para cerca de 12%.
A responsabilidade é só do líder? Não, é falta de auto liderança do líder e da equipa, por isso acredito que a mudança é feita no todo e ai sim, existirá uma verdadeira mudança.
Ao mesmo tempo, uma grande parte das pessoas aponta a comunicação interna como um dos fatores críticos para sair de uma organização e existe um dado que não pode ser ignorado, o dia de trabalho está cada vez mais fragmentado, com interrupções constantes que tornam quase impossível consolidar foco, hábitos e execução de qualidade.
Ou seja, temos equipas cansadas, com muito movimento e pouca consistência.

Dentro das empresas, há padrões que parecem produtivos… mas estão a destruir resultados:
* Confundir rapidez com eficácia
* Trocar consistência por picos de esforço
* Exigir resultados sem trabalhar comportamento
* Mudar prioridades constantemente
* Comunicar em modo reativo, não estratégico
* Não dar tempo para consolidar hábitos
E depois surge a frustração:
“Mas nós estamos a fazer tudo.”
Sim.
Mas não estão a sustentar nada.
Resultados não se constroem com intensidade. Constroem-se com repetição
Resultados consistentes não vêm de momentos de alta performance, vêm de comportamento repetido, estruturado e alinhado e isso exige algo que a maioria das empresas ainda não está disposta a fazer com seriedade…..trabalhar pessoas de forma contínua.
Não pontual, não motivacional, não reativa mas contínua.
É aqui que a transformação acontece (ou não acontece).
No trabalho que desenvolvo com empresas, há algo que se torna claro muito rapidamente, é que quando se intervém apenas ao nível do resultado, há desgaste, quando se intervém ao nível da base, há transformação.
É por isso que o foco não está apenas em metas.
Está em:
* comunicação estratégica dentro das equipas
* desenvolvimento da liderança
* conhecimento pessoal aplicado ao contexto profissional
* autoliderança como base de consistência
E isso não se faz numa sessão isolada.
Faz-se com trabalho contínuo, treinamentos mensais com equipas, acompanhamento à liderança, mentorias individuais a CEOs e colaboradores-chave.
Não para “motivar”, mas para alinhar cultura, linguagem, comportamento e execução.
Porque sem isso, qualquer resultado é temporário.
A pergunta que deve ser feita não é, como conseguimos mais resultados já?
É, o que estamos a construir internamente para que os resultados se mantenham?
Crescer rápido impressiona, crescer com base é o que sustenta, escala e diferencia.
Se estás numa empresa onde há esforço, há talento e há movimento, mas os resultados continuam instáveis, talvez o problema não seja fazer mais, talvez seja parar para estruturar melhor.
o fim do dia, não são os objetivos que criam resultados, são os comportamentos que os sustentam.
Treino intensivo da consciência ao resultado dia 26, 27 e 28 de junho, marca a diferença neste e noutros pontos da tua liderança.
Inscreve-te https://www.app.fazatuamudanca.com/pnl
Adriana Carneiro
www.fazatuamudanca.com


