Ontem, realizei um LIVE em que foi abordado liderança e estado. Expliquei como funcionam os estados internos e fiz uma pequena demonstração prática de âncoras de PNL em direto.
Porque conhecimento só faz sentido quando é aplicado.
Será que liderança falha na estratégia? Ou falha no estado?
Quando uma reunião corre mal, quando uma equipa perde energia ou quando um conflito explode, a análise normalmente vai para três coisas:
processos;
estratégia;
ou competências técnicas.
Mas quase nunca se olha para aquilo que realmente estava presente no momento da decisão, o estado interno de quem lidera.
Quem pensa nisto no dia a dia? Ninguém, a não ser que tenha conhecimento prático para isso.
Este é o chamado custo invisível da liderança emocionalmente desregulada.
Segundo o State of the Global Workplace Report da Gallup, apenas 21% dos colaboradores no mundo estão verdadeiramente envolvidos no trabalho, o que representa uma perda estimada de 438 mil milhões de dólares em produtividade para a economia global.
Mas o dado mais inquietante não é esse. A maior quebra de engagement ou compromisso, está a acontecer nos próprios líderes e managers. Ou seja, exatamente nas pessoas responsáveis por manter as equipas alinhadas e produtivas.
Isto cria um fenómeno silencioso dentro das organizações e voltamos ao mesmo tema:
Líderes cansados.
Equipas emocionalmente desligadas.
Decisões tomadas em estado de pressão.
“Porque é que a cultura não muda?”
O que a ciência já sabe sobre liderança e emoção?
A investigação em comportamento organizacional mostra que, as emoções de um líder propagam-se dentro da equipa como uma fósforo.
Estudos sobre “contágio emocional” demonstram que o humor do líder influencia diretamente o humor dos membros da equipa e até a forma como trabalham em conjunto.
Quando um líder está em estado negativo:
* a coordenação da equipa diminui
* o esforço coletivo baixa
* a qualidade das estratégias piora.
Por outro lado, líderes que regulam melhor o seu estado emocional tomam decisões até 41% mais eficazes em contextos de pressão, segundo investigação sobre regulação emocional em liderança.
Isto significa que o estado não é apenas psicológico.
É operacional. Afeta decisões, produtividade e resultados.
Qual é o teu estado diário?
Como diz Napoleão Hill, a nossa vida é dominada por pensamentos dominantes. Quais são os teus no dia a dia? Mais positivos ou mais negativos?
Um exemplo real que acontece todos os dias nas empresas.
Imagina este cenário. Segunda-feira, 9h da manhã.
O Diretor financeiro entra na reunião de gestão depois de uma semana difícil.
Antes de falar já está a pensar:
“Os números estão a cair.”
“Esta equipa não está focada.”
“Isto vai dar problemas.”
Estas são representações internas.
O corpo responde imediatamente.
Respiração curta.
Postura rígida.
Tom de voz mais duro.
Quando começa a reunião diz:
“Temos de ser mais agressivos, isto não pode continuar assim.”
O que acontece na sala?
O marketing entra em modo defensivo.
O comercial começa a justificar-se.
A inovação desaparece.
Ninguém diz nada, mas a energia mudou.
No final da reunião há decisões. Mas não há alinhamento.
E isto repete-se semana após semana.
O que realmente compõe um estado?
Na Programação Neurolinguística trabalhamos o conceito de estado de forma prática. Um estado é o resultado da interação de quatro elementos.
Representações internas
As imagens e interpretações que criamos na mente com base na tuas crenças, padrões e emoções.
O que vês, ouves e sentes. Este mapa que crias, é construído através de um processo contínuo de receção de estímulos, filtragem que podem ser generalizações, distorces e eliminações.
Enquanto os filtros são os mecanismos que determinam quais as informações que entram e como são interpretadas. As representações internas são o modo como codificamos a experiência.
Comunicação interna
O diálogo silencioso que temos connosco próprios. A linguagem está associada à qualidade dos teus pensamentos, o que afeta o teu estado, comportamento e resultados.
Fisiologia
Postura, respiração, tensão muscular, ritmo corporal.
Sintaxe mental
A forma como organizamos os pensamentos para tomar as nossas decisões..
Muda qualquer um destes elementos e o estado muda.
Mudas o teu estado e mudas a qualidade da liderança.
O erro que muitas empresas continuam a cometer:
Quando surgem problemas de cultura ou motivação, a resposta típica é:
workshops motivacionais;
team buildings;
eventos inspiracionais. Mesmo num evento inspiracional tem que existir estratégia para que se ofereçam ferramentas que expliquem o como é possível fazer uma mudança.
O só inspiracional não é necessariamente errado, mas raramente resolve o problema estrutural e passado um mês está tudo igual.
Porque o problema não é motivação.
O problema é que os líderes nunca foram treinados para gerir o próprio estado sob pressão.
E sem essa competência, qualquer técnica de liderança perde eficácia.
Qual o impacto nas novas gerações?
Este tema torna-se ainda mais crítico quando olhamos para os jovens que entram hoje no mercado de trabalho.
Dados recentes mostram que a falta de compromisso entre gerações mais jovens está a crescer e já representa trilhões de dólares em perda de produtividade global.
Muitas vezes diz-se que os jovens não têm resiliência, mas que tipo de ambientes estamos a criar para que eles entrem?
Se entram em culturas dominadas por stress, reatividade e comunicação agressiva, estamos a ensinar uma geração inteira a trabalhar em modo sobrevivência.
A Liderança começa antes da reunião
Uma das coisas que ensino frequentemente a líderes é algo muito simples.
A liderança começa antes da reunião começar.
Começa na forma como entras na sala e no estado em que chegas e te colocas e te transportas.
Antes de falar, a tua equipa já leu:
a tua postura
a tua respiração
o teu olhar
o teu ritmo
O cérebro humano faz esta leitura em milissegundos e por isso, um líder pode ter a melhor estratégia do mundo… mas se entrar numa sala em estado de pressão ou frustração, a equipa responde a esse estado.
Será que existe estratégia?
Cinco perguntas que todo líder deveria fazer
Se lideras pessoas, experimenta responder a estas perguntas.
“Quando surge um problema na equipa, eu aumento a clareza ou aumento a tensão?”
“Consigo mudar rapidamente o meu estado emocional quando algo corre mal?”
“A minha presença nas reuniões cria segurança ou defensiva?”
“A minha equipa sente que pode falar comigo sem medo?”
“Eu lidero a partir de intenção… ou a partir de reação?”
Se estas perguntas forem desconfortáveis, isso não é falha, é apenas um sinal de algo importante.
A liderança começa na autoliderança.
A mudança começa dentro
Deixo-te uma última pergunta.
Que estado estás a levar todos os dias para as decisões que tomas, para a tua equipa e para a tua vida?
Porque muitas vezes a mudança que procuramos fora começa exatamente aí…..Dentro.
Inscreve-te no Treino Intensivo de 13, 14 e 15 de Marco, de PNL aplicada, da consciência ao resultado e verás como os teus resultados mudam. https://www.app.fazatuamudanca.com/pnl
Faz a tua mudança.


